Vídeo: Além da eficiência: como medir o real impacto da inteligência artificial na inteligência de mercado

Com a pressão constante pelo uso de Inteligência Artificial nas empresas, muitas equipes correm o risco de cair em armadilhas perigosas ao medir o próprio sucesso. No vídeo, Diego Senise, CEO da ILUMEO, destaca como o foco excessivo em indicadores de volume pode mascarar o verdadeiro valor gerado para os negócios.

 

A Armadilha das Métricas de Volume

É muito comum que uma área de inteligência de dados ou de mercado adote um raciocínio puramente quantitativo: se no ano passado foram produzidos 50 relatórios, recomendações ou dashboards, agora, com o auxílio da IA, a meta passa automaticamente a ser dobrar essa entrega para 100.

Contudo, focar apenas nisso representa uma métrica estritamente de eficiência, gerando um ponto cego crítico: qual é, de fato, o impacto prático desse monte de entregas para a organização?

Para superar essa visão limitada, a definição de sucesso na implementação de IA precisa ser redirecionada para perguntas estratégicas de eficácia:

– Volume de decisões: Quantas decisões a sua área efetivamente impactou?

– Escala do impacto: Qual é o tamanho e a relevância da decisão que está sendo influenciada?

– Análise contrafactual: Como seria a tomada de decisão caso a equipe de inteligência não tivesse contribuído?

– Gestão de riscos: Qual é o tamanho do risco e para quantas decisões a área passou a ser chamada antecipadamente?

 

Do Volume à Eficácia: Ampliando o Alcance da Inteligência

Ao responder a essas perguntas e abandonar a obsessão por volume, a dinâmica da equipe se transforma. Se anteriormente as áreas de inteligência costumavam ser acionadas apenas para demandas pontuais e tardias, a nova postura muda essa realidade.

Com essa evolução estratégica, os profissionais passam a integrar fóruns vitais de forma antecipada, participando ativamente de discussões sobre experiência do cliente, desenvolvimento de produtos, tendências e a visão de futuro da empresa. Esse novo patamar amplia significativamente o alcance da inteligência corporativa, exigindo que os indicadores de desempenho acompanhem essa maturidade.

O atual momento de pressão e inovação com a Inteligência Artificial é a justificativa perfeita para pausar as operações e reavaliar o que realmente significa ter sucesso. No fim das contas, a principal armadilha a ser evitada é continuar priorizando métricas de volume (eficiência) e negligenciar o verdadeiro motor do negócio: as métricas de impacto (eficácia).

 

Diego Senise é Sócio e CEO da ILUMEO e Professor de Inteligência Artificial na Universidade de São Paulo (USP).

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