Quando pensamos em construção de marca, é comum limitarmos a discussão ao departamento de marketing. No entanto, uma marca forte e consolidada vai muito além disso: ela é um tema essencial que deve estar no centro das decisões do CEO e do conselho de administração.
O que define uma marca de verdade?
Uma marca só existe de fato quando ela consegue modular a decisão das pessoas. Isso vale para qualquer stakeholder, seja um fornecedor, um acionista, o governo, um parceiro estratégico ou o consumidor final.
Quando o usuário do seu produto ou serviço escolhe conscientemente preferir a sua marca em detrimento de outras no mercado, temos a materialização de uma marca real. Em essência, a marca funciona como uma promessa alojada na mente das pessoas, criando a expectativa de que a empresa entregará exatamente o que foi prometido.
Os Guardiões da Promessa
Se a marca representa o valor e a essência da empresa, quem são os responsáveis por protegê-la?
– O Conselho de Administração: Está na linha de frente para primar pela boa execução, fomentar o crescimento da marca e garantir que ela gere resultados sólidos para os acionistas (shareholders).
– O CEO: É a liderança executiva que guia toda essa engrenagem e direciona os rumos da organização.
Para que o ecossistema de negócios e a comunicação operem em total sinergia, a gestão executiva e a liderança de marketing devem caminhar juntas: “É muito importante que essas pessoas dirijam o trabalho da área de marketing; então, o melhor parceiro do CMO são o CEO e o conselho de administração.” diz Otávio Freire, Sócio e Chief Science Officer da ILUMEO.
Otávio Freire é Sócio e Chief Science Officer da ILUMEO, além de Professor de Branding e Avaliação de Campanhas de Comunicação na Universidade de São Paulo (USP).


