
A utilização de dados integrados com tecnologias como Inteligência Artificial permite às empresas melhorar e automatizar os processos de tomada de decisão.
Uma das vertentes mais interessantes que tem ganhado força no universo dos Dados é a chamada Decision Intelligence. Ela leva em consideração todos os aspectos de escolha entre opções disponíveis, reunindo ciência de dados aplicada, ciência social e ciência gerencial para ajudar as pessoas a utilizar os dados disponíveis para melhorar suas vidas, seus negócios e o mundo a sua volta.
Cassie Kozyrkov, Head of Decision Intelligence no Google, explica que a área é essencial na era da Inteligência Artificial, cobrindo habilidades necessárias para liderar projetos de maneira responsável e, inclusive, projetar a automação das decisões.
Decisões qualitativas e quantitativas
Arash Aghlara, CEO da australiana Flex Rule, plataforma líder em automação de decisões, analisa que embora muitas tecnologias aumentam a capacidade das companhias de melhorar o processo de tomada de decisão, elas falham em colocar em perspectiva decisão, de maneira mais completa. Embora uma abordagem única para a tomada de decisões possa ser adotada, a maioria dos cenários de negócios são complexos demais para depender de uma única técnica solitária.
Nesse sentido, uma maneira de abordar o aprendizado sobre Inteligência de Decisão é dividi-la entre seus aspectos quantitativos e qualitativos.
Cassie Kozyrkov entende que estratégias baseadas em pura racionalidade matemática sem uma compreensão qualitativa da tomada de decisão e do comportamento humano podem ser bastante ingênuas e tendem a ter um desempenho inferior em relação às baseadas na união dos lados quantitativo e qualitativo.
No dia a dia, não é raro que profissionais de dados e analistas ou de IA sejam culpados de se concentrar mais na precisão dos algoritmos do que entender o impacto e a eficácia das decisões de negócios. A mudança cultural dentro da organização é um componente essencial para uma implementação bem-sucedida de qualquer tecnologia de automação de decisão, embora muitas empresas vivenciem uma desconexão entre TI e recursos humanos nesse aspecto.
A verdadeira promessa desta nova disciplina de Inteligência de Decisão é que ela pode enfrentar esses desafios de maneira mais integrada:

Uma Abordagem Centrada em Decisões para implementar a Inteligência de Decisão traz várias tecnologias em uma solução integrada que oferece verdadeiro valor de negócios.
Christopher Reuter, Diretor de Vendas da Tellius Data, dos EUA, defende que, quando se fala em automação de decisões ou inteligência nesse processo, podemos correr o risco de imaginar uma IA como um grande cérebro zumbindo e estalando, emitindo uma produção mágica que substitui totalmente o pensamento humano. Essa visão do futuro é popular na ficção científica, mas está longe da verdade.
O verdadeiro futuro terá o apoio IA em todos os setores, mas ela será conduzido pelos humanos, uma vez que as ferramentas tecnológicas de inteligência de decisão desbloqueiam o poder do capital humano, tornando humanos assistidos por IA 30% mais produtivos do que seus pares que não usam IA. Quando aplicadas especificamente à análise de dados e ao apoio a decisões complexas, essas ferramentas de inteligência artificial fazem uma diferença impressionante.
Um exemplo hipotético
Vamos usar uma empresa de R$ 500 milhões como referência para um exemplo hipotético, próximo da realidade. Se presumirmos uma receita/funcionário de R$ 500 mil, estamos considerando 1.000 funcionários. Se apenas 5% deles trabalham com dados para apoiar decisões críticas (50 pessoas) e gastam apenas 5 horas por semana trabalhando com dados manualmente, são 250 horas por semana e 13.000 horas por ano gastas em análise manual.
Se as ferramentas de inteligência de decisão baseadas em IA reduzem esse tempo em apenas 20%, são 2.600 horas por ano economizadas em toda a organização. Isso é mais do que uma economia de tempo por pessoa por ano (mais de R$ 100 mil em economia de tempo direta, considerando salários de R$ 80 mil anuais por funcionário).
Essa empresa se moveria mais rapidamente, tomaria melhores decisões, aumentaria ainda mais a receita, reduziria perdas desnecessárias e aprimoraria sua base estratégica. Tudo com funcionários mais felizes e eficazes que estão trabalhando em tarefas de maior valor – não na preparação, análise e resumo manual de dados.
Há uma ferramenta disponível gratuitamente na Internet, como uma calculadora, que estima quanto tempo uma empresa está perdendo na análise manual de dados para apoiar decisões críticas. Clique aqui para acessar.
O fato é que cada organização é diferente, têm suas particularidades, mas elas compartilham um fio condutor: poderiam ser melhores na tomada de decisões. Não importa quão simples são seus processos ou quão talentosos são seus funcionários, seus dados podem ajudá-lo a melhorar e é possível se beneficiar da automação da análise manual em escala para se mover mais rápido e com mais foco.