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title: Como aplicar Ciência de Dados às mídias sociais
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author: ilumeo-admin
published: 2020-11-23T09:17:45Z
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# Como aplicar Ciência de Dados às mídias sociais

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Destacamos algumas aplicações que as organizações podem executar para extrair o máximo da utilização das redes sociais a partir da Ciência de Dados, como análise de cluster, otimização de anúncios, segmentações de públicos, entre outros.

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Todos os dias, milhões de publicações, textos, vídeos, fotos e outros dados são publicados em redes sociais como Instagram, Facebook, YouTube, LinkedIn, Twitter entre outras.&nbsp;Alguns desses dados serão importantes para sua marca.&nbsp;Outros não terão impacto algum. Em meio a esse emaranhado de pessoas conectadas, como faço para encontrar meu público de interesse e me conectar com eles? A Ciência de Dados pode ajudar.

É comum as empresas fazerem testes de audiência para checar qual corresponde melhor aos seus objetivos, como awareness de marca, tráfego para o site, engajamento ou mesmo compra direta. Há também algumas funcionalidades das próprias plataformas, como públicos personalizados, públicos semelhantes, segmentações por interesse e comportamento, entre outros. Ao longo do caminho, é preciso entender como o seu público se envolve com suas ofertas e seu conteúdo.

Análise de sentimento

A Ciência de Dados pode contribuir nesse processo ao implantar algoritmos para ajudar a identificar os tópicos mais discutidos nas mídias sociais em seu nicho específico. É possível comparar o alcance de certos assuntos, por exemplo, artesanato, comida ou beleza, a uma plataforma específica, como Pinterest, Facebook ou Instagram.&nbsp;Em seguida, é possível classificar o sentimento expresso pelos usuários em diferentes conversas sobre sua marca ou sua concorrência.&nbsp;Eles são fãs de seus outros produtos?&nbsp;Eles interagiram com seu concorrente?&nbsp;Com o que eles se preocupam em geral quando se trata do assunto em questão?

Análise de cluster

Um ponto forte é a análise de cluster, que permite agrupar usuários em segmentos específicos para delimitar os prováveis clientes. Por exemplo:

Mulheres, solteiras, com idade entre 19 e 25 anos, cursando graduação, interessadas em produtos para cabelos a preços acessíveis e truques de beleza;

Mulheres, casadas, com idade entre 25 e 35 anos, com uma renda média de R$ 60 mil ou superior, interessadas nos &#8220;melhores&#8221; produtos para cabelos, suplementos e tratamentos de salão.

Com um&nbsp;algoritmo de agrupamento K-Means avançado&nbsp;é possível estabelecer uma proximidade maior entre esses grupos de usuários, estimando a frequência com que acessam certos sites ou uma determinada loja e combinar suas preferências com dados demográficos adicionais.&nbsp;O perfil de cliente ficaria assim:

Fãs do Instagram de 20 a 25 anos, que acessam a plataforma de três a seis vezes por dia, postando sobre #haircolour #hairstyles #Loreal #Dove.&nbsp;Expressaram opiniões negativas sobre a marca X.&nbsp;Tem opinião neutra sobre marcas de suplementos e vitaminas para cabelos.&nbsp;Frequentemente, curtem e se envolvem com posts sobre saúde, beleza, família e planejamento de viagens.

Case Taco Bell

Um caso de uso conhecido é o da Taco Bell, que aplicou uma abordagem semelhante ao lançar seu aplicativo de delivery nos EUA. Para criar um impulsionamento massivo, a empresa utilizou Data Science para analisar sentimentos de usuários e identificar 3,5 milhões de pessoas que expressaram pensamentos positivos sobre a marca nas redes sociais nos últimos três anos. Esse público foi dividido em 90 micro segmentos, com base no que disseram que gostam na Taco Bell. Aí a empresa criou uma série de anúncios exclusivos para cada cluster. Alguns resultados alcançados:

O aplicativo foi baixado 3,7 milhões de vezes logo após a campanha de lançamento;

A Taco Bell estendeu seu alcance em 4 vezes;

Atingiu uma taxa de retweets 2,5 vezes maior do que outros públicos do Twitter.

                  
            

As vozes das redes

A ciência de dados também permite que as empresas “ouçam” o seu público, sem precisar aplicar a tal pesquisa de satisfação do cliente.&nbsp;Por exemplo,&nbsp;a Crimson Hexagon&nbsp;usou algoritmos para identificar sobre o que os compradores de carros mais falam nas redes sociais:

                  
            

Muitos proprietários atuais e futuros da Toyota se preocupam com a eficiência do combustível.&nbsp;Conhecendo essa conversa, é possível ajustar seus slogans e textos criativos nas redes sociais para tratar exatamente disso.

Marketing de influenciadores

Outro ponto em que é possível contribuir com Data Science é o marketing de influenciadores. Embora essa disciplina seja utilizada largamente e com resultados eficazes para muitas marcas, é comum também o veto aos candidatos ineficazes, geralmente avaliados por pesquisas manuais ou pela métricas de engajamento padrão concedidas pelas próprias plataformas de redes sociais.

A Influential, startup que aproveita o stack de tecnologia Watson AI da IBM, usa Data Science para identificar o público, o perfil e a personalidade da marca com base em sua presença nas mídias sociais.&nbsp;Em seguida, os algoritmos executam uma avaliação semelhante dos influenciadores listados em seu banco de dados.&nbsp;Eles pegam as últimas 22.000 palavras produzidas por um influenciador e as analisam com base em 47 traços psicográficos.&nbsp;O objetivo é prever a probabilidade de parcerias contínuas de sucesso entre uma marca específica e um influenciador com base na sobreposição contextual e de personalidade, juntamente com os resultados de campanhas anteriores gerados por um determinado influenciador.

Também é possível empregar a análise de cluster em uma escala menor para identificar líderes de opinião e influenciadores dentro de suas comunidades-alvo e abordá-los com acordos de parceria.&nbsp;Isso ajuda a embasar em dados as campanhas de marketing de influência e não apenas em métricas de vaidade.

Otimização de anúncios

Data Science também pode ser extremamente útil para anúncios. As plataformas existentes hoje, como o próprio Facebook, mas também o Google, usam Machine Learning em larga escala para melhorar a experiência de usuários e anunciantes de forma contínua. A tecnologia pode prever onde um anúncio deve ser colocado na página para obter o máximo de cliques.&nbsp;Ou pode combinar os anúncios individuais mais relevantes com os interesses do público para melhorar os cliques.&nbsp;Também pode determinar quais variações de um anúncio obtêm mais cliques, quais locais de anúncio fornecem o CPL mais baixo ou quais canais fornecem os leads de maior qualidade.&nbsp;

O objetivo geral é ajudá-lo a construir o melhor modelo de lance de anúncio possível &#8211; um que evolua continuamente à medida que recebe novos dados ou conforme os fatores externos mudam, para que você continue otimizando seus gastos com publicidade.

Algumas das principais maneiras pelas quais a ciência de dados e o aprendizado de máquina podem melhorar seu&nbsp;modelo de&nbsp;lance de anúncio&nbsp;são:

Em que horas do dia, ou dias da semana, seus anúncios ganham mais tração?&nbsp;

O seu CPL é melhor no&nbsp;Facebook&nbsp;ou LinkedIn?&nbsp;Você consegue um melhor ROI com os anúncios do Instagram ou do Twitter?&nbsp;As plataformas que geram mais interesse também fornecem leads de melhor qualidade?&nbsp;

Os lances em tempo real para a publicidade gráfica permitem comprar impressões de anúncios em leilão, dando lances para colocar seu anúncio na frente de um determinado usuário quase em tempo real. Já é utilizado algoritmos orientados ao aprendizado de máquina para otimizar esse processo, tanto para melhorar as taxas de conversão e garantir que o sistema agregue valor aos anunciantes e para gerenciar o processo de licitação para o lucro máximo.&nbsp;O Google Ads, por exemplo, permite que os anunciantes definam lances para posições de anúncio com base em prioridades como CPA, ROAS ou CPC.

Se você estiver usando o aplicativo de lances inteligentes do Google ou o gerenciador de anúncios do Facebook, você depende do algoritmo deles.&nbsp;Não é possível acessar os dados brutos sozinho nem examinar ou ajustar o mecanismo de aprendizado de máquina ou criar novas prioridades nas quais se concentrar.&nbsp;Você está agindo em terreno alugado &#8211; e se eles descontinuaram o produto amanhã, você voltaria à estaca zero, sem nenhuma maneira de alcançar os usuários finais sozinho.&nbsp;É por isso que é tão importante fazer sua&nbsp;própria&nbsp;ciência de dados e construir seus&nbsp;próprios&nbsp;modelos preditivos também, para obter vantagem competitiva e poder jogar em seu próprio terreno, personalizando os dados exclusivamente para a realidade do seu negócio.

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