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title: Como funcionam as assistentes virtuais?
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author: ilumeo-admin
published: 2019-10-28T06:35:02Z
modified: 2023-07-28T14:28:20Z
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# Como funcionam as assistentes virtuais?

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Assistentes virtuais como Alexa, Siri e Google Assistant executam tarefas a partir de comandos de voz. Elas funcionam a partir de três etapas principais: fala para texto, texto para intenção e intenção para ação.

Assistentes virtuais como Alexa, Siri e Google Assistant têm recebido cobertura midiática extensa, especialmente após polêmicas ao redor dos riscos à privacidade oferecidos por smart speakers como Amazon Echo, Apple HomePod e Google Home.

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O pesquisador Nagesh Chauhan levantou um pequeno histórico sobre o funcionamento desses softwares, que nada mais são do que assistentes de voz baseados em Inteligência Artificial.

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Assistentes de voz executam tarefas a partir de comandos verbais. Ou seja, interpretam a fala humana e respondem por meio de vozes sintetizadas. Os usuários podem fazer perguntas aos assistentes, controlar dispositivos de automação residencial e executar tarefas básicas, como buscas na internet, ouvir música e fazer pedidos online.

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História dos assistentes de voz

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O grande salto na popularidade das assistentes de voz veio com o advento da Siri, de propriedade da Apple. Porém, a linha do tempo dessa evolução começou em 1962, na Feira Mundial de Seattle, um evento concebido para promover ciência e tecnologia no contexto da Guerra Fria.

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No evento, a IBM apresentou um novo aparelho chamado Shoebox (em português, “caixa de sapato”). Ele, de fato, tinha o tamanho de uma caixa de sapatos e conseguia executar funções matemáticas, reconhecer 16 palavras e dígitos numéricos de zero a nove.

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Durante a década de 70, pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, do Departamento de Defesa dos EUA e da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), criaram um sistema chamado Harpy. Ele conseguia entender quase 1.000 palavras – aproximadamente o vocabulário de uma criança de três anos de idade.

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No início dos anos 90, grandes organizações, como Apple e IBM, começaram a criar dispositivos que utilizavam reconhecimento de voz. Em 1993, os computadores Macintosh começaram a usar reconhecimento de fala com as tecnologias PlainTalk.

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Em abril de 1997, o Dragon NaturallySpeaking foi o primeiro software capaz de compreender cerca de 100 palavras e transformá-las em conteúdo legível. Então, só nos anos 2000 que o Google Voice Search – que reconhece a voz para buscas no Google – e a mencionada Apple Siri espalharam a verdadeira popularidade desse tipo de tecnologia.

                  
            

Como esses assistentes funcionam?

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Segundo a Escola de Negócios da Universidade do Sul da Califórnia, o trabalho das assistentes de voz é baseado em três etapas principais de transformação: fala para texto, texto para intenção e intenção para ação.

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A primeira etapa, fala para texto, essencialmente converte o comando de voz em uma entrada de texto para o computador ou smartphone. O software é capaz de se ajustar ao ruído ambiente e às variações de tom e sotaque da voz, de uma maneira que permita tradução em vários idiomas.

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O software divide a fala em pequenas partes chamadas fonemas – existem apenas 44 delas no inglês, por exemplo. É a ordem, combinação e contexto desses fonemas que permitem que um sofisticado software de análise de áudio descubra exatamente o que está sendo dito.

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Para palavras com pronúncia semelhante, o software analisa o contexto e a sintaxe da frase para descobrir a melhor correspondência entre os textos do banco de dados e as palavras ditas.

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O segundo passo, texto para intenção, interpreta o que exatamente o usuário quer dizer. Por exemplo, se é dito “fale-me sobre Paris”, qual seria a verdadeira intenção? Solicitar as últimas notícias sobre Paris, opções de voo até Paris, informações sobre o clima atual em Paris ou notícias sobre Paris Hilton?

                  
            

Mecanismos de pesquisa online resolvem esse desafio. É feita uma busca pelo termo e as respostas são classificadas em ordem decrescente de intenção. Um bom exemplo de software que consegue vencer esse desafio é o IBM DeepQA e seu processamento de linguagem natural.

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O DeepQA analisa a pergunta realizada e elabora algumas respostas possíveis. Em seguida, cria um encadeamento para cada resposta. Cada encadeamento usa centenas de algoritmos para estudar evidências: analisa o que as informações dizem, quais tipos de informações são, qual é a confiabilidade e qual a probabilidade de serem relevantes. Assim, cria uma ponderação individual com base no que o Watson, mecanismo de Inteligência Artificial da IBM, aprendeu anteriormente. Assim, é gerada uma classificação final das respostas, com evidências para cada uma de suas opções.

A etapa final, intenção para ação, visa atender à necessidade do usuário. A maioria das assistentes de voz está deixando de meramente responder a perguntas simples (por exemplo, condições climáticas) em prol de atividades mais sofisticadas, por meio de integração com carros, geladeiras, termostatos, lâmpadas e fechaduras.

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Por exemplo, a BBC lançou a comédia em áudio “The Inspection Chamber”, na qual o ouvinte coescreve a narrativa. Ele ouve três personagens separados: Dave, a robô feminina, e dois cientistas, Kay e Joseph. Os dois cientistas, que podem ser alienígenas, precisam identificar corretamente uma nova forma de vida – o ouvinte –, antes de voltar para casa. Então, o ouvinte passa por um exame científico e responde perguntas como “você se sente especial?” e “você está de bom ou mau humor?”. A história dura cerca de 20 minutos e há três variações de final, segundo as respostas do ouvinte.

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Esses três recursos principais ficam mais precisos na medida em que recebem mais dados. Eles estão disponíveis nos softwares de muitos fornecedores.

                  
            

Qual será o futuro?

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De volta ao histórico de Nagesh Chauhan, o pesquisador afirma que, ao longo da história da computação, as interfaces com o usuário tornaram-se progressivamente naturais. A tela e o teclado foram um passo nessa direção. O mouse e a interface gráfica foram outra. As telas com tecnologia touchscreen são o desenvolvimento mais recente.

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O próximo passo provavelmente consistirá em uma mistura de realidade aumentada, gestos e comandos de voz. Afinal, é frequentemente mais fácil emitir um comando de voz do que digitar algo ou inserir detalhes em um formulário online.

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Quanto mais uma pessoa interage com dispositivos ativados por voz, mais tendências e padrões o sistema identifica a partir das informações que recebe. Esses dados podem ser utilizados para determinar as preferências e os gostos do usuário. No longo prazo, esses são os dados que serão utilizados para tornar a casa mais inteligente.
