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title: Como os parques da Disney utilizam big data?
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author: ilumeo-admin
published: 2019-10-14T06:59:07Z
modified: 2023-07-28T14:28:21Z
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# Como os parques da Disney utilizam big data?

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Análise de dados e análise comportamental são componentes centrais da estratégia de negócios da Disney. O case serve de inspiração sobre uma cultura realmente data-driven.

Os parques temáticos da Disney World utilizam análise de dados para criar uma experiência melhor e mais personalizada para seus clientes. Durante uma visita, muitos dados são coletados. Essa mineração de dados permite à Disney entender o comportamento passado e apresentar ofertas personalizadas por meio de análises preditivas.

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Segundo Rodney Anderson, programador e idealizador do site Everything Computer Science, esse tipo de abordagem é chamada de análise comportamental. Ele cita a definição da Investopedia:

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“Análise comportamental é uma área da análise de dados focada em fornecer insights sobre as ações das pessoas. Ela é usada em comércio eletrônico, jogos, mídias sociais e outros aplicativos para identificar oportunidades de otimização para obter resultados de negócios específicos.”

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Antigamente, ao planejar uma viagem para a Disney World, o turista precisava reservar a viagem, encontrar um hotel e comprar ingressos – tudo separadamente. Então, os ingressos tinham que ser impressos e levados para o parque todos os dias. Uma vez no parque, o turista precisava achar um mapa, planejar o dia e descobrir como encontrar todas as atrações. Quando chegasse ao lugar desejado, teria que enfrentar uma longa fila até a atração.

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Agora, o aplicativo My Disney Experience inclui itinerários personalizados e mapas digitais no telefone, a pulseira MagicBand serve como ingresso e chave de hotel, e as filas chegam a zero por meio de reservas e do FastPass+. Todos esses projetos estão debaixo do guarda-chuva da iniciativa MyMagic+, que passou a implementar uma série de tecnologias nos parques, além de coletar uma quantidade massiva de dados.

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Não à toa, nomes importantes de grandes empresas de tecnologia são membros do conselho da Disney. Alguns deles são: Jack Dorsey (fundador do Twitter), Sheryl Sanberg (COO do Facebook) e John Chen (CEO da Blackberry). Isso dá a entender que a gigante do entretenimento tem a pretensão de continuar investindo em big data e machine learning como recursos para maximizar a experiência do cliente.

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Robert Iger, presidente e CEO da Walt Disney Company, afirmou que o projeto de análise de call center da Disney se pagou 10 vezes mais no primeiro ano de operação. Além disso, ele também já afirmou que a análise de dados “melhorou a precisão do gerenciamento de recursos humanos nos parques em 20%”.

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MagicBand

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Em 2013,  a Disney World introduziu a pulseira MagicBand, uma iniciativa que ajudou a empresa a acomodar 3.000 visitantes diários a mais. A pulseira facilita a experiência do turista, mas, mais do que isso, é um sistema de big data que recebeu um investimento de um bilhão de dólares.&nbsp;

                  
            

As pulseiras são à prova de água e personalizáveis. O usuário pode alterar cor, tema, adicionar acessórios e seu nome. Elas utilizam uma tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) de curto alcance e um transmissor de 2,4 GHz que rastreia a localização enquanto o visitante estiver dentro do parque.

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Alguns dos recursos da pulseira são:&nbsp;

Entrar no parque

Desbloquear quartos de hotel

Acesso prioritário às atrações (FastPass+)

Realizar pagamentos em lojas e restaurantes da Disney

Ser reconhecido pelos personagens da Disney

Vincular a conta do Disney Memory Maker ou do PhotoPass

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Assim, as pulseiras transmitem informações sobre onde os turistas passam o tempo. A quantidade de informações que podem ser coletadas é preciosa. As pulseiras permitem à Disney saber onde, quando e o que foi consumido, além do quanto foi gasto.

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Esses dados também informam à Disney quais passeios foram percorridos nas seleções FastPass+, que horas o visitante chegou e saiu do parque, que horas saiu e voltou do resort da Disney, se foi ao parque naquele dia ou não, quando e onde tirou uma foto com os personagens da Disney, além de quando, o quê, onde e por quanto comprou uma lembrança.

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A experiência – chamada pela empresa de “sem atritos” – começa assim que os visitantes chegam ao aeroporto. Se eles se inscreveram no Magical Express, tudo o que precisam fazer é mostrar a MagicBand antes de embarcar no ônibus para o resort da Disney. A bagagem etiquetada é enviada automaticamente do aeroporto para o quarto no resort.

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Os hóspedes não precisam esperar longas filas no aeroporto, tentar encontrar um táxi, Uber ou Lyft até o hotel, aguardar na fila para fazer o check-in e depois levar a bagagem para o quarto. Está tudo resolvido com os dados transmitidos pela pulseira.

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FastPass+

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Um dos maiores desafios dos parques da Disney (e de todos os parques de diversões) é como reduzir o tempo de espera por uma atração. Isso é um problema porque pessoas em uma fila não estão gastando dinheiro com outras coisas no parque, como compras ou comida.

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Os visitantes que usam a ferramenta online Fastpass+ agora podem reservar eventos de entretenimento, reservar acesso a três atrações ou reservar encontros com personagens da Disney. Dessa maneira, os turistas não só conseguem ignorar as filas, mas também obter um itinerário personalizado que mapeia a melhor rota para cada atração. Os convidados não perdem mais tempo tentando descobrir onde está algo – tudo é feito automaticamente.

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Esse nível de personalização atua como ponto de partida para manter a Disney um passo à frente das necessidades do cliente. À medida que cada convidado passa a MagicBand em uma atração por causa do sistema FastPass+, informações importantes são transferidas em tempo real para a equipe de operações.

Isso permite que decisões muito importantes sejam tomadas, como o aumento de funcionários ou o incentivo de visitantes para uma atração diferente. Esse redirecionamento de visitantes permite um aproveitamento mais eficiente do parque e aumenta a entrega de excelência no serviço para o cliente.&nbsp;

                  
            

Machine learning

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A Disney usa machine learning para ajudar visitantes a desenvolver itinerários e minimizar o tempo de espera nas filas. Os algoritmos ajudam a prever momentos importantes, como onde e quando uma família sentará durante sua reserva para o jantar. Os centros de controle da Disney podem notificar a equipe da cozinha para adiantar as refeições que a família encomendou no início do dia. Machine learning ajuda reduzir o tempo ocioso e maximizar o tempo que os visitantes têm para fazer compras nos parques.

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Algoritmos avançados ajudam a planejar melhor a alocação de recursos. Com atualizações contínuas, os operadores do parque podem alocar melhor os 80.000 funcionários nos 240.000 turnos semanais. Esses algoritmos ajudam a Disney a prever e gerenciar ativamente as demandas por figurinos e lavagem de roupas. A empresa também usa modelos de preços dinâmicos para equiparar a demanda com a capacidade do parque ao longo do ano.

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Depois da viagem

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Com todas essas informações sobre os convidados, a Disney pode enviar e-mails personalizados um ou dois meses após a sua visita para oferecer incentivos para a volta.

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Se os dados coletados mostram que o visitante realizou um número elevado de refeições nos parques, a Disney poderia enviar uma recomendação para o Plano de Refeições sem custo adicional. Caso o turista tenha utilizado muito o FastPass+, talvez a empresa pudesse enviar uma seleção adicional do passe por dia.

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Talvez o visitante tenha tentado fazer reservas em um determinado restaurante, mas ele estava fechado. A Disney poderia oferecer uma reserva de jantar para a próxima visita. Se a família comprou determinado tipo de broche, talvez a Disney possa oferecer uma edição limitada no próximo retorno.

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As possibilidades são infinitas diante de uma coleta tão massiva de dados. Mesmo quem ainda não está preparado para investir um bilhão de dólares em tecnologia pode se inspirar e tirar aprendizados dessa verdadeira cultura data-driven.
